sexta-feira

Sobre almas gêmeas...




Almas gêmeas... Houve uma época (há muito, muito tempo) que eu acreditava no sentido literal dessa expressão. Esperava que algum dia eu pudesse encontrar a minha, e se não fosse feliz para sempre que pelo menos fosse eterno enquanto durasse (tempos de ilusão!). Eu sei que não fui a única a desejar e pensar isso. Hoje, tenho outra visão disso tudo, tanto no lado espiritual quanto emocional, que no momento não faço questão de expor, visto que é muita coisa (ou não!). Mas há aqueles que pensam que encontrar sua alma gêmea é o mesmo que encontrar seu par perfeito. Será mesmo?

Eu já encontrei o meu par perfeito, a pessoa que eu sei que me completaria, que me compreenderia e que talvez até pudesse fazer-me feliz (por algum tempo). Maravilha, certo? Não! Por quê? Bom... O problema é que eu não sou o “par perfeito” dessa pessoa. Outro problema é a distância entre nós, e o fato de eu nunca ter visto essa pessoa. Deixemos um pouco a hipocrisia de lado, evitando os questionamentos sobre esse fato. A questão é que essa pessoa existe, e eu sei seu nome, sei onde mora, e sei muitas outras coisas também... E é isso que torna o fato ainda mais frustrante. Não estou apaixonada por essa pessoa, estou apenas dizendo que ela seria o “par ideal” para mim, aquele que se encaixa em todos os requisitos (ok!, nem todos, mas fica entre 61%). Aquele que gosta das mesmas coisas que eu, tem pensamentos e sonhos semelhantes...

Acontece que nem sempre nosso par perfeito ou ideal, segundo nossas próprias concepções, é o que vai nos fazer felizes. Tudo bem que eles podem até proporcionar alguns momentos de felicidade, companheirismo, alegria, amor e tudo o mais, pois estaremos fazendo tudo o que nos proporciona prazer e satisfação, em todos os sentidos. Mas, chega um momento que isso nos enjoa de certa forma e torna-se enfadonho. Nos perguntamos onde está a novidade e não conseguimos descobrir muitas coisas novas com o outro pois, bah!, somos muito parecidos. Depois, passam a se comportarem como “colegas de quarto”, e vivem juntos apenas por comodidade. Onde estava todo aquele amor manifestado no início do relacionamento? Nesse momento percebemos que aquilo não foi amor (o amor que estávamos esperando a vida inteira) e sim apenas uma empolgação momentânea, se é que podemos dizer assim. Mas isso às vezes é tão forte que realmente chega a nos confundir.

Então, meu par perfeito ou ideal, seria uma pessoa completamente diferente de mim? Claro que não! Não creio que exista esse par ideal, perfeito, alma gêmea, e coisas do gênero... O que pode existir, talvez, seja alguém que te faça feliz e que você ame. Embora nem sempre essas duas alternativas sejam possíveis em um mesmo caso. O que quero dizer é que precisamos de alguém que nos surpreenda o bastante para nos deixar vivos e felizes ao mesmo tempo. Desculpem-me mas farei uso de um velho bordão: Precisamos de alguém que nos ame por nossas qualidades, mas ainda mais pelos nossos defeitos, pois “nem sempre são apenas arco-íris e borboletas”. Há também furacões e tempestades, por vezes, depois deles pode não haver um arco-íris, e as borboletas poderão não resistir. É nesse momento que cada um, de uma forma diferente, deve descobrir como agir diante disso, provando a veracidade desse sentimento confuso.
Entretanto, quando menos esperamos o amor acontece, por isso tudo o que eu escrevi pode não ter nenhum significado.  


24/03/2011



16 comentários:

  1. o par perfeito, na verdade não existe!

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  2. Tenho um milhão de teorias sobre amor que se contradizem e se revesam conforme o meu estado de espírito. Complicado, é que diferente da maioria das pessoas, não acredito nessa coisa de "começar a gostar" de uma pessoa. Se acostumar é excelente quando o assunto é um sapato novo, mas incoerente quando se trata da pessoa que vai estar ao seu lado, pra vida toda ou por uma boa parte dela. Beijos ;*

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    1. Concordo com você na questão "começar a gostar".

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  3. Eu ainda acredito no par perfeito, almas gêmeas talvez... sei lá.
    Acredito que para dar certo, não existe amor suficiente. É preciso buscar amor sempre, se não tiver, inventa. Esse amor que conquista a cada segundo, capaz de provar que não é monótono a sua companhia e que eu posso contar com você para fazer qualquer coisa, porque juntos a gente transborda. Porque pra mim, completar é muito pouco, precisamos acreditar que podemos ir além.

    Beijos :*

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    1. Esse amor, onde "a gente transborda" pode dar certo.

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  4. Tá difícil existir almas gemeas hj em dia senao na tv

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  5. Oi,vim conhecer seu Blog,amei e já estou super seguindo,parabêns por seu cantinho e muito sucesso aqui!

    Te convido para conhecer meu Blog e se gostar e puder seguir também,será muito bem vinda,sinta-se em casa!

    Ah,tem 2 sorteios rolando por lá,participa? :)

    http://umamulherbemvestida.blogspot.com

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  6. Acho que analisar o futuro demais nos faz desistir às vezes. Pensar assim: "Ah, mas depois ficaremos frios e, talvez, nem amigos mais seremos". Será mesmo que a gente sabe? Será? Deus sempre nos surpreende e quem é que sabe se Ele não nos surpreenderá nesse caso também?! Enfim, às vezes pensamos demais pelo outro e pela gente e por tudo e acabamos desistindo, sofrer faz parte de viver, arriscar também faz e muito e, talvez, seja até mais prazeroso depois. Mas sei lá, cada qual com seu pensamento.


    Surpreendente você, como sempre.

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  7. O que dizer?
    Concordo contigo, e acho que em todos os pontos (Se você tiver mudado de ideia eu concordo com a Gessy de 2011).
    Eu não acredito em almas gêmeas. Acho que isso é uma visão muito romantizada sobre o assunto "amor" (como se não bastasse toda a romantização que circunda esse tal amor...). Eu acredito que as coisas acontecem e pronto.
    História (ou estória?) pessoal: Uma vez eu me apaixonei por uma garota porque eu descobri que ela gostava das mesmas coisas que eu (e não gostava das mesmas coisas também). Quando passou essa coisa toda eu descobri que eu estava apaixonado por mim mesmo (?). Ela era uma versão romantizada daquilo que eu era, possuía todas as características que eu cultivava em mim. Tipo um reflexo meu que eu encontrava nela, sabe? Eu maquiava os defeitos e não os considerava. Ela era perfeita porque eu queria assim. Olha o tamanho da besteira que eu estava fazendo! Essa coisa toda é meio doida e não sei se consigo me fazer "entendível", mas enfim...
    É a recomendação mais clichê, realmente: "ame as qualidades, mas enxergue os defeitos e aprenda a respeitá-los". Mas esse é um dos clichês mais válidos pra mim também. Não maquiar os defeitos para fazê-los aceitáveis, mas encará-los como realmente são e fazer disso uma coisa boa.
    É mais ou menos assim que eu enxergo esses negócios.
    Ai ai...

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    1. Acredita que encontrei o seu texto sobre esse assunto? É o "Eu não sei o que é o amor", certo? É incrível como escrevemos praticamente a mesma coisa de forma diferente. Não tenho quase nada para acrescentar porque... Você já disse tudo!
      E não mudei de ideia.

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    2. Poxa, você encontrou mesmo, rs.
      Legal.
      Temos ideias parecidas. Acho que os dois textos, o meu e o seu, se comunicam de alguma forma...

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    3. Pensando bem... É possível.
      rs

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