terça-feira

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore





"Sobre as pessoas que dedicam suas vidas aos livros e como eles retribuem o favor... "
Um lindo curta que está concorrendo ao Oscar 2012, na categoria de Melhor Curta-metragem de Animação. (Quem votou nele no Bolão do Filmow, mesmo o La Luna sendo mais cogitado para ganhar o Oscar dessa categoria? Eu! [Hehehe]).
Dessa vez as palavras faltam-me e tudo o que posso dizer é: assistam!
Sem mais! 


Encontrei na lista de indicados para o Oscar 2012 e aqui e aqui.




sexta-feira

Daquilo que ganhamos, perdemos e reconstruímos...





Lá estava ela em seu estado habitual. Sentada em um banco, sozinha. Não, sozinha não. Estava com um amigo, um grande amigo: um livro. Mas isso para muitos não significa grande coisa. Evitava sempre ler os pré-conceituados chick-lits em público, pois não seria apropriado receber o apelido de louca ao já notável, solitária. Mal sabia ela que observando-a a uma relativa distância, estava algumas pessoas que mudariam seu mundo. Fariam ele flutuar nas alturas para depois apenas planar pelo ar, muitas vezes fazendo grandes pausas em terra firme...

Era um dia normal quando essas pessoas decidiram agir. O céu estava azul e o Sol majestoso, uma linda tarde de verão. Essas pessoas não pediram licença ao invadirem seu espaço vital, foram logo a enchendo de perguntas, assuntos variados, brincadeiras. O que queriam dela? O que ela tinha a oferecer-lhes? Era só uma garota que gostava de ficar em paz consigo mesma, longe de todo o resto, e todo o resto aqui significa pessoas. Ah, mas que seres insistentes! Foram tantas as investidas contra sua bolha de cristal que uma pequena rachadura surgiu. Por vezes ansiava conversar com eles, queria estar lá, contando piadas idiotas, fazendo parte de algum grupo. Sua "outra" sempre a aconselhava a voltar para seu mundinho de gelo, seu coração precisava dele para ficar congelado. Tanto calor poderia ser prejudicial. Será que ela não sabe que é muito difícil recongelar qualquer coisa? 

Tantos questionamentos... Tentava se afastar um pouco, estava se entregando muito. Ficava muda de uma hora para outra. Momentos de vitória da "outra". Mas não durava muito. Logo lá estava ela, fazendo algum comentário ácido sobre situações cotidianas, e todos riam... Ficava feliz com a felicidade deles. Esse foi o tempo em que ela flutuava nas alturas. 
Porém... Sempre há um porém. Os tempos mudam, não é mesmo? Adolescentes se transformam em adultos, alguns responsáveis, outros nem tanto. No momento só a certeza de que cada um seguiria sua vida. E foi isso que fizeram. Vez ou outra reuniam-se para relembrar os tempos antigos. Tempos de loucura e de delírios compartilhados. Mas sempre precisavam ir embora cedo, pois tinhas obrigações no dia seguinte. Adultos responsáveis, lembra-se? 

Tentou consertar sua bolha de cristal. Que ingênuidade! Não sabia ela que cristal quebrado não se cola jamais? Recongelar então... Difícil, muito difícil. Adquiriria uma nova bolha de cristal, ora pois. Ah, as coisas não são tão descomplicadas assim. Ainda mais quando já se provou o que a felicidade em demasia poderia nos proporcionar. Solução! Vamos, uma solução urgente! Gritava sua dor latejante. Sua "outra" não estava nem um pouco disposta a ajudar no início, só entoava o bordão: Eu bem que te avisei. Mas isso também a feria, logo teve que unir-se em busca de uma solução. Queria outra bolha de cristal, já! Ou melhor, porque não uma bolha daquele vidro mais resistente que o metal? Boa ideia, não?! 
No fim, ela seguiu com a sua própria vida. Agora, uma adulta com compromissos importantes, leia-se, trabalho e estudos. E não é que trocou o cristal pelo tal vidro resistente?! A diferença é que dessa vez ela se permitiu criar uma pequena janela no tal vidro. Assim sempre que outras pessoas chegassem e chacoalhassem o seu mundinho ela poderia sair, divertir-se... Mas, sempre precisaria voltar para aquele auto-exilio. Isso é de sua natureza, mais forte do que ela e até mesmo mais que a "outra". Além do que,   convenhamos, reconstruir não é tão fácil quanto supõe os textos motivacionais.





domingo

Nada ou Tudo




Uma imagem vale mais que mil palavras. 
Todos os meus sentimentos atuais em uma única imagem. 






terça-feira

Já sei quem sou






Enfim, já me conheço, já sei quem sou!
Sim, sou tudo... Sou o nada que em tudo manda!
Sou toda a Beleza do mundo onde estou... 
Sou também a fealdade que comigo anda!
Se às profundas cavernas do abismo eu vou,
eu me sinto bem feliz com quem anda
pelos caminhos do Céu onde, em demanda 
com a sua amada Lua, o Sol habitou!
Sim, sei quem sou. Eu me conheço, repito,
porque já me encontrei pelo mundo afora,
onde eu, vagueando, andava sem destino!
E agora, que me conheço, foi desdito
o amaldiçoar que em mim pesava, embora
eu desconhecesse em mim tal desatino!




Paulo Rodrigues Branco
1978



Tenho um pequeno livro chamado "Esperança & Angústia", contendo poemas de um autor chamado Paulo Rodrigues Branco. São poemas deveras interessantes. Curioso é que não consegui encontrar muita coisa sobre tal livro no Google. Sim, estou levando em consideração a data, 1978, mas pelo menos uma frase sequer... E não há nada. (Exceto na Estante Virtual, onde está a venda alguns exemplares do livro). Então, aqui está um texto do autor... Não desistirei de buscar informações sobre ele. 



sexta-feira

Sobre almas gêmeas...




Almas gêmeas... Houve uma época (há muito, muito tempo) que eu acreditava no sentido literal dessa expressão. Esperava que algum dia eu pudesse encontrar a minha, e se não fosse feliz para sempre que pelo menos fosse eterno enquanto durasse (tempos de ilusão!). Eu sei que não fui a única a desejar e pensar isso. Hoje, tenho outra visão disso tudo, tanto no lado espiritual quanto emocional, que no momento não faço questão de expor, visto que é muita coisa (ou não!). Mas há aqueles que pensam que encontrar sua alma gêmea é o mesmo que encontrar seu par perfeito. Será mesmo?

Eu já encontrei o meu par perfeito, a pessoa que eu sei que me completaria, que me compreenderia e que talvez até pudesse fazer-me feliz (por algum tempo). Maravilha, certo? Não! Por quê? Bom... O problema é que eu não sou o “par perfeito” dessa pessoa. Outro problema é a distância entre nós, e o fato de eu nunca ter visto essa pessoa. Deixemos um pouco a hipocrisia de lado, evitando os questionamentos sobre esse fato. A questão é que essa pessoa existe, e eu sei seu nome, sei onde mora, e sei muitas outras coisas também... E é isso que torna o fato ainda mais frustrante. Não estou apaixonada por essa pessoa, estou apenas dizendo que ela seria o “par ideal” para mim, aquele que se encaixa em todos os requisitos (ok!, nem todos, mas fica entre 61%). Aquele que gosta das mesmas coisas que eu, tem pensamentos e sonhos semelhantes...

Acontece que nem sempre nosso par perfeito ou ideal, segundo nossas próprias concepções, é o que vai nos fazer felizes. Tudo bem que eles podem até proporcionar alguns momentos de felicidade, companheirismo, alegria, amor e tudo o mais, pois estaremos fazendo tudo o que nos proporciona prazer e satisfação, em todos os sentidos. Mas, chega um momento que isso nos enjoa de certa forma e torna-se enfadonho. Nos perguntamos onde está a novidade e não conseguimos descobrir muitas coisas novas com o outro pois, bah!, somos muito parecidos. Depois, passam a se comportarem como “colegas de quarto”, e vivem juntos apenas por comodidade. Onde estava todo aquele amor manifestado no início do relacionamento? Nesse momento percebemos que aquilo não foi amor (o amor que estávamos esperando a vida inteira) e sim apenas uma empolgação momentânea, se é que podemos dizer assim. Mas isso às vezes é tão forte que realmente chega a nos confundir.

Então, meu par perfeito ou ideal, seria uma pessoa completamente diferente de mim? Claro que não! Não creio que exista esse par ideal, perfeito, alma gêmea, e coisas do gênero... O que pode existir, talvez, seja alguém que te faça feliz e que você ame. Embora nem sempre essas duas alternativas sejam possíveis em um mesmo caso. O que quero dizer é que precisamos de alguém que nos surpreenda o bastante para nos deixar vivos e felizes ao mesmo tempo. Desculpem-me mas farei uso de um velho bordão: Precisamos de alguém que nos ame por nossas qualidades, mas ainda mais pelos nossos defeitos, pois “nem sempre são apenas arco-íris e borboletas”. Há também furacões e tempestades, por vezes, depois deles pode não haver um arco-íris, e as borboletas poderão não resistir. É nesse momento que cada um, de uma forma diferente, deve descobrir como agir diante disso, provando a veracidade desse sentimento confuso.
Entretanto, quando menos esperamos o amor acontece, por isso tudo o que eu escrevi pode não ter nenhum significado.  


24/03/2011



quarta-feira

Cenários do lado imaginário


Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando 'tô' a fim... 
Coisas Que Eu Sei
Danni Carlos


Não se recordava muito bem de como aquilo tudo começou, mas lembrava bem do motivo. Às vezes se refugiar dentro de sua própria cabeça e de seus próprios sonhos pode ser reconfortante, embora, muitas vezes, perigoso. Por muito tempo colheu os frutos de sua escolha, o mundo dos sonhos. Um mundo de vários outros mundos. Mundo onde você poderia ser quem quiser, onde quiser e fazer o que bem entendesse. 
Quando dormia era mais fácil se transportar para esse mundo. Possuía mais poder, e mais opções de realidades alternativas. Com o tempo conseguia fazer coisas inacreditáveis enquanto dormia, coisas que poucas pessoas sabem que são capazes de fazer. Chegou a dormir por dezoito horas seguidas. Mas por um motivo justificável: tinha muita coisa para fazer no outro mundo antes de voltar para este. Então começaram a questionar que ela dormia demais, e, como todo ser humano, tinha suas obrigações e precisava cumpri-las.
Deixou de sonhar? Claro que não! Começou a sonhar com os olhos abertos. A cada instante livre do seu tempo atravessava o portal para o outro mundo. Passou a fazer isso enquanto conversava com outras pessoas, bastava se fixar em algo, desejar e lá estava ela no mundo dos sonhos. 
Oi? Terra, chamando. Alô! Está me ouvindo? Estou falando com você! Presta atenção! 
As pessoas não entendiam, a pintavam por distraída, desinteressada, desligada... Bom, esse último termo poderia sim, se encaixar ao que acontecia a ela. 
Era nesses cenários imaginários que passou a se refugiar de tudo e de todos. Seria algo incrível, deveras, se os problemas não começassem a surgir. 
Passou a se confundir entre os mundos. Suas lembranças começaram a se mesclar e questionamento como: "É lembrança de um sonho ou de algo que realmente aconteceu? Estou sonhando agora ou está é a minha verdadeira realidade?", tornaram-se muito frequentes.
Aprendeu muito, cicatrizou muitas dores, e fez tudo o mais que podia em seus sonhos. Essa era uma maneira covarde de agir? Se enclausurando em sua própria dor e criando mundos alternativos? Bom, talvez. Mas era a escolha dela. Quem somos nós para julgar alguém por isso...
Mas tudo sempre tem um fim, e ela viu seu incrível mundo dos sonhos ruindo quando não conseguiu mais controlar a situação em que ela própria se meteu: distinguir realidade de sonhos. 
Precisava escolher apenas um mundo. Por que não o dos sonhos? Sim, escolheu esse. Era muito mais divertido, ora bolas! Passou a agir como um zumbi mas sem fome de carne e cérebro, apenas de... Sonhos. 
Os sonhos se tornaram sua droga pesada. Mas até quando poderia viver assim? Precisava de outra solução. Sua imaginação sempre estava a todo vapor. Será que era mesmo imaginação? Será que não tinha descoberto os segredos de como acessar outros universos paralelos? Será que aquilo tudo era apenas imaginação de uma mente muito fértil? Ou... Teorias não faltam sobre essas possibilidades extraordinárias. 
Imaginação ou não, a solução surgiu em seus próprios sonhos. Descobriu a solução de seus problemas oníricos. Poderia sempre visitar todos aqueles mundos paralelos, ou imaginários, e continuar vivendo aqui, na nossa realidade, ela poderia fazer algo que sonhadores, alguns como ela, aprenderam depois de muito sonhar: escrever livros
contos

e/ou blog



domingo

Novo Ano






    





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