terça-feira

Que amor é este?



A algum tempo atrás, enquanto andava por caminhos desconhecidos na internet de repente me deparei com um texto que me fez refletir por um tempo, muito tempo diria eu. Alguns já devem ter lido, mas pode relê agora, e quem não conhece passará a conhecer (óbvio!) . Como já disse outras vezes, não sigo nenhuma religião, apenas tenho fé, e isso para mim basta, pelo menos por enquanto, então não pensem que estou fazendo apologia à algo, quero apenas compartilhá-lo com vocês com o único compromisso de fazer vocês pensarem em que quiserem pensar, vocês são livres nessa questão. O texto é demasiadamente longo, por isso tentei resumi-lo ao máximo sem prejudicar o entendimento final, mas se depois de ler você quiser conferir a versão completa deixarei o link aqui. Bom, não quero prolongar ainda mais o post, então deixo com vocês o texto.




"Esta é a história de um homem chamado John Griffth. Ele tinha pouco mais de 20 anos, casado e Deus lhes abençoara com um lindo bebê de olhos azuis. John estava vivendo o que eles chamavam de sonho americano. [...] Mas então veio em 1929 a grande quebra da bolsa de valores.[...] John empacotou suas poucas possessões, pegou a esposa e o filhinho, Greg e dirigiu-se para o Leste, num carro antigo da Ford. Rumaram para o estado de Missouri, margeando o rio de mesmo nome. Lá chegando, ele conseguiu um emprego cuja principal incumbência era cuidar duma grande ponte ferroviária que se elevava sobre o volumoso rio. [...] Apenas em 1937 é que um novo sonho começou a brotar-lhe o coração. Seu garoto estava agora com oito anos de idade e John começava a acalentar a visão duma nova vida na qual Greg trabalharia ombro a ombro com ele, uma vida de intima comunhão e amizade.

John tinha acabado de elevar a ponte, permitindo que alguns navios ali esperando passassem. Depois, tomando o filho pela mão, saíram para o lanche. De mãos dadas, subiram devagar por uma escada estreita e elevada e dali chegaram ao mirante que se projetava uns quinze metros à frente, sobre o majestoso rio Mississipi. Envolvidos num mundo de pensamentos, relatava história após história enquanto o seu filho se pendurava em cada palavra que dizia.

Então, de súbito, enquanto falava do tempo em que o rio inundara as suas margens, ele e seu filho foram trazidos de volta à realidade pelo apito esganiçado dum trem distante. Olhando o relógio, sem poder acreditar, John viu que já era 13h07. Imediatamente se lembrou que a ponte ainda estava levantada e que o Memphis Express passaria dentro de poucos minutos.

No tom mais calmo de que pôde se valer, disse ao filho para ficar tranquilo. Saltando rapidamente sobre os pés, desceu a escadaria. Uma vez lá dentro, pesquisou o rio para ter a certeza de que não havia quaisquer navios à vista. E então, como fora treinado a fazer, olhou diretamente para baixo da ponte, a fim de certificar-se que nada havia lá embaixo. Mas quando seus olhos moveram-se para baixo, John viu algo terrível que seu coração gelou no peito. Pois ali, abaixo dele, na maciça caixa metálica que abrigava as colossais engrenagens da gigantesca ponte levadiça, estava seu filhinho querido.

Ao que indica, Greg tentara seguir o pai, mas acabou caindo da escada estreita. E agora estava metido entre os dentes de duas das principais engrenagens da caixa controladora. Embora o menino parecesse estar consciente, John podia ver que uma de suas pernas já começara a derramar sangue copiosamente. Imediatamente um pensamento ainda mais horroroso traspassou-lhe a mente, pois naquele instante ele sabia que baixar a ponte significaria matar o seu filho Greg.

Em pânico, sua mente investigou todas as possibilidades, buscando freneticamente uma solução. [...] A transpiração começou a crescer-lhe na testa, o terror escrito em cada centímetro do rosto. Sua mente titubeou de um lado para outro, buscando inutilmente alguma outra solução. O que faria? O que poderia fazer?

Seus pensamentos voltaram, angustiados, para o trem que se avizinhava. Em estado de pânico, sua mente agoniada considerou as quatrocentas pessoas que estavam se aproximando veloz e inexoravelmente para a ponte. Logo surgiria o trem rugindo, dentre as árvores, numa tremenda velocidade. Mas aquele - aquele era o seu filho, seu único filho, seu orgulho, sua alegria. A mãe dele - podia ver o rosto dela, coberto de lágrimas. Aquele era o filho deles, seu filho amado. Ele era o pai, e aquele era o seu menino.

Ele compreendeu, num momento, que só havia uma coisa a ser feita agora. Soube que tinha de fazê-lo. E assim, escondendo o rosto debaixo do braço esquerdo, ele empurrou a alavanca. Os gritos de seu filho foram imediatamente abafados pelo som incansável da ponte, a qual se ajustava lentamente à nova posição. Em poucos segundos, o Memphis Express rugiu passando pelas árvores e encaminhou-se em direção à imensa ponte."


Atualizando

A Babizinha deu a dica de um vídeo sobre essa história. Há algumas diferenças, mas a mensagem final é a mesma. Então, se não quiser ler a história recomendo que assista ao vídeo, e mesmo que já tenha lido a história aqui no blog, veja o vídeo. Vai se emocionar!








16 comentários:

  1. Nossa! Gostei muito desse texto.Nos faz refletir muito.Parabéns! Seu Blog está cada dia melhor!
    Bjim!

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  2. "Nossa cara , que isso?"
    Apesar do texto ser muito triste, ele embeleza o seu blog, (que por sinal está cada dia mais lindo) porque deixa uma mensagem que nos faz refletir, rememorar atitudes falhas nossas. Eu, por exemplo, queria saber de verdade o que passava na cabeça daquele pai, não é que eu queria está no lugar dele. Poxa, não dá pra defender nem crucificar. Eu não sei mais onde estamos, como estamos... se amamos... =/

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  3. Nossa que coisa triste! Mas é um exemplo de alguém que pensa nos outros ;S
    mas tudo que posso dizer dela é que é, triste
    Beijos fofa
    Bruna
    http://desbravandohistorias.com.br

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  4. Passando para deixar-te um beijo e dizer que está lindo os seus escritos!!! bjs

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  5. Oi
    Bem, semelhança clara do texto com a base da fé cristã... Fico imaginando no lugar do pai se teria tamanha coragem, não conhecia o texto e gostei muito, ele nos faz refletir muito...

    Beijokas

    Livros & Fuxicos

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  6. Nossa, fiquei chocada com esse texto. Eu não deixaria meu filho morre rmesmo, sabendo que outras pessoas morreriam. Esse texto é bem tocante mesmo. Adorei!
    Beijos ;*

    Ana Carolina
    http://loucospor-livros.blogspot.com

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  7. Oi Gessy :)

    Nossa, que historia triste, né?
    O homem teve que ter mta coragem para abaixar a ponte, eu sinceramente nao sei o que faria...

    Beijos
    Rapha - Doce Encanto

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  8. Li a história toda, mas já sabendo que o conhecia de um vídeo, fica o link para quem queira assistir: http://youtu.be/3Gk6hxqUWcU

    Muito triste, bonita reflexão!
    Seu blog está lindo, Gessy,

    Beijos

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  9. A primeira vez que eu li essa história, juro de pés juntos, eu arrepiei totalmente. É uma história triste, mas quem ler nas entrelinhas vai entender a mensagem. É triste, mas é a realidade. Não é atoa que o título já diz, "Que amor é esse?".

    Obs.: Fiquei um tempo sem ler o seu blog, mas agora estou voltando e você me deu um susto, esse novo design está muito foda. A cada dia que passa está mais... mais... sem palavras para descrever. Sucesso! E ótimos textos!

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  10. Triste, muito triste. Mas nem sei se faria o mesmo que esse pai, acho que ninguém sabe o que faria, não é?

    Teh mais

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  11. Gessy,
    certamente este texto também não sairá de minha mente por longo tempo, até inspirou-me...
    Obrigada pelo incentivo! Você também está participando de minha promoção, e este é um carinho imensurável!
    Fique em paz!
    Adriana

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  12. Oii, tudo bem?
    Vim conhecer seu blog e retribuir a visita feita ao meu, obrigada pela sua presença lá. Gostei do seu cantinho.

    Balaio de Livros.

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  13. Eu já conhecia esse texto, ele é muito emocionante, e traz uma bela reflexão! ^^

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  14. é trágico, mas contém uma beleza única e reflexiva. Combinou com seu blog, achei demais!

    beijos

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  15. texto muito triste.
    Não se tomaria a mesma decisão, acho que só quem vive um momento semelhante tem o poder de tomar decisão.

    São coisas reais, mas triste. =/

    beijos.

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  16. Chorei... o vídeo emociona mais ainda que o texto ='( Nossa, eu na situação dele acho que salvaria meu filho... Mas, é muito emocionante o fim do vídeo que mostra a sensação dele de dever cumprido...
    Lindo *-* Queria assistir o filme, acho que choraria eternamente.

    Bom, obrigada por repartir esse vídeo conosco!

    Estou seguindo aqui ~

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