quinta-feira

Paixão


 



"A paixão faz a pessoa parar de comer, dormir, trabalhar, estar em paz. Muita gente
fica assustada porque, quando aparece, derruba todas as coisas velhas que encontra.
Ninguém quer desorganizar seu mundo. Por isso, muita gente consegue controlar esta
ameaça, e são capazes de manter de pé uma casa ou uma estrutura que já está podre. São os engenheiros das coisas superadas.
Outras pessoas pensam exatamente o contrário: entregam- se sem pensar, esperando
encontrar na paixão as soluções para todos os seus problemas. Colocam na outra pessoa
toda a responsabilidade por sua felicidade, e toda culpa por sua possível infelicidade. Estão
sempre eufóricas porque algo de maravilhoso aconteceu, ou deprimidas porque algo que não esperavam terminou destruindo tudo.
Afastar-se da paixão ou entregar-se cegamente a ela - qual destas duas atitudes é a menos destruidora?
Não sei."

Paulo Coelho

O amor é uma droga





"– Já amei antes. Amar é como uma droga. No começo vem a sensação de euforia, de total entrega. Depois, no dia seguinte, você quer mais. Ainda não se viciou, mas gostou da sensação, e acha que pode mantê-la sob controle. Pensa na pessoa amada durante dois minutos e esquece por três horas."
“Mas aos poucos, você se acostuma com aquela pessoa, e passa a depender completamente dela. Então pensa por três horas, e esquece por dois minutos. Se ela não está perto, você experimenta as mesmas  sensações que os viciados têm quando não conseguem a droga. Neste momento, assim como os viciados roubam e se humilham para conseguir o que precisam, você está disposto a fazer qualquer coisa pelo amor.”

sexta-feira

"Não desperdice um amor"

 



Toca o telefone...
Uma voz mansa e suave responde do outro lado da linha:

ELE: Alô?
ELA: Olá!
ELE: Quem é?
ELA: Sou eu, a felicidade iludida.
ELE: O que você quer?
ELA: Dizer que eu te amo
ELE: De novo? Eu já ouvi isso umas 15 vezes. Você não cansa?
ELA: Quem ama não cansa...
ELE: Mas eu canso... Eu não a amo!
ELA: O quê?
ELE: É isso mesmo, eu iludo e por isso me chamo ilusão do amor.

Neste exato momento uma lágrima de sangue corre à face da menina até o momento de desabar no chão.

ELA: Como você pode dizer isso?
ELE: Dizendo oras. Não devo nada a ninguem.
ELA: Não deve nada?
ELE: É claro que não.
ELA: Deve sim. Seu amor.
ELE: Hã? Amor?
ELA: Sim... Você me faz voar tão alto e agora diz que não me ama?
ELE: Você deve estar ficando louca!

E as lágrimas insistentemente não paravam de rolar...

ELA: Estou louca mesmo... Pois acreditei em você.
ELE: Você sabia que era só amizade, não é?
ELA: É claro que não... Você veio falando coisas românticas, fascinando-me só com palavras e ainda me deu um beijo...
ELE: Um beijo? Aquilo nem foi beijo...
ELA: Não foi? O que foi então?
ELE: Um selinho...
ELA: E selinho não é beijo?
ELE: Não.
ELA: Quer dizer que eu não significo nada pra você?
ELE: Significa...
ELA: O que?
ELE: Uma bela de uma conta a mais no final do mês. Agora vou desligar.
ELA: Não... Por favor!
ELE: Por que?
ELA: Porque eu te amo...
ELE: Qual o valor que seu amor vai me dar?
ELA: Felicidade.
ELE: Eu espero coisas materiais...
ELA: Eu vou ser sua...
ELE: Isso não vale... Quanto você custa?
ELA: Por que esta pergunta?
ELE: Se eu enjoar posso te colocar na bolsa de valores?
ELA: O que fiz para me tratar assim?
ELE: Me amar! Agora vou desligar!
ELA: Não, por favor!!!
ELE: Quer parar com isso? Não enche!
ELA: Não por favor, não desligue.
ELE: ?
ELA: Fala comigo...
ELE: ?
ELA: Pelo amor de Deus, responda que me ama!
ELE: Escute aqui, eu já estou farto de você. Agora ve se me esquece.
ELA: Eu prefiro morrer a te esquecer.
ELE: Ah é? Então se mata!

TU, TU, TU...

ELA: Não... por favor... não faça isso comigo! Eu te amo!

ALGUNS DIAS DEPOIS...

- Do que morreu esta garota? - perguntou um curioso...
- De intoxicação provavelmente... tomou vários remédios em muitas quantidades. - respondeu a enfermeira
- Coitada... ela tinha algum problema?
- Sim, sofria de amor...

E então, no dia do enterro da menina, o garoto o qual ela amava,
comparecia no local prestando sua ultima homenagem, jogou uma rosa vermelha e falou baixinho:

- Eu te amo!

E lá em cima... Ela olhando tudo, respondeu para si, e para os quatro
ventos que sopravam:

- Tarde demais


Moral da história: Só damos valor as pessoas, as amizades até ao amor depois que perdemos.Ok.
Agora vamos a realidade: Dizem que devemos amar. É. Mas não ame intensamente, a ponto de se matar por uma pessoa que nem liga pra você! Não vale a pena. Aliás, por ninguém. "Precisamos ser fortes e entendermos que antes de amarmos alguém, é necessário que amemos primeiro a nós mesmos."
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